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CORRIDA DECISIVA COMEÇA COM ADESÕES, MAS COM MUITO EQUILÍBRIO


Começa a correria pelo segundo turno, tanto em relação à eleição presidencial como na disputa pelo governo de Rondônia. Nestas terras rondonienses, Confúcio Moura já conseguiu a adesão de Expedito Júnior e agora quer o PT ao seu lado. João Cahulla, junto com seu parceiro Ivo Cassol, ambos buscam novas frentes de apoio. Cahulla já sabia de antemão que seria difícil trazer a maioria algum dos concorrentes do primeiro turno para seu lado. As oposições querem se unir para mudar o governo e para que os partidos que a compõem tenham fatias no poder. Cassol também sabia e sabe disso.

As alianças estão se formando e a eleição tende a um equilíbrio, até porque o grupo governista tem apoios importantes de vários prefeitos, de parte da futura bancada federal e ainda elegeu a maioria dos futuros deputados estaduais. Nada está decidido. Confúcio comemora a vinda de Expedito para o seu lado, mas não se sabe como se comportará o eleitorado do candidato tucano. Vai para a oposição? Ficará ao lado do governo? Vencedor do primeiro turno, Confúcio aparenta nesse momento estar atuando com maior comodidade. Mas o segundo turno é nova eleição e não há como falar em favoritismo deste ou daquele candidato.

Em nível nacional, Dilma Rousseff sai com vantagem, mas há o efeito Marina Silva. Ela fechará com Serra, ideologicamente distante do PV ou com Dilma, a então ministra de Lula que a demitiu do Ministério do Meio Ambiente? Essas questões continuarão na pauta, enquanto a campanha da reta final pela Presidência se acelera. Tanto em nível federal como estadual, nessa primeira semana do segundo turno, ainda há mais dúvidas de que certezas.

NA ÚLTIMA HORA 
A última vaga do PT na Assembléia Legislativa foi muito disputada. Faltava meia dúzia de urnas a serem computadas e a vaga estava com o vereador de Porto Velho, Cláudio Carvalho. Os últimos números, contudo, mudaram o quadro. Ribamar Araújo, reeleito, ficou com a cadeira, com cerca de 300 votos a mais que Cláudio.

SUPERESTIMARAM 
Muitos candidatos se decepcionaram. Esperavam votações expressivas e ficaram muito abaixo do esperado. Alguns trabalharam menos do que deveriam, na campanha, acreditando ter votos suficientes. Outros, superestimaram suas possibilidades. Quem deu duro até o último segundo acabou ficando em vantagem. E eleito.

ANA, A SURPRESA 
Das três mulheres que compõem a nova bancada feminina na Assembléia, pelo menos duas eram sempre apontadas como favoritas: Epifância Barbosa, de Porto Velho e Glaucione Nery, de Cacoal. A surpresa foi Ana da 8, de Jacy Paraná. Ela tinha ficado na segunda suplência na eleição anterior.

NA SUPLÊNCIA 
Outras mulheres conhecidas na política do Estado, não foram bem. A ex-prefeita de Rolim de Moura e ex-deputada Milene Mota, somou pouco mais de 8 mil votos. Ficou na segunda suplência de sua coligação. A ex-prefeita Lúcia Teresa, sucesso nas urnas em sua cidade, Espigão do Oeste, fez 9 mil votos e também ficou na segunda suplência.

VOTO SIM, CADEIRA NÃO 
Dois candidatos com expressiva votação em suas respectivas coligações também não chegaram, por muito pouco, a cadeiras na Assembléia. Um deles foi o atual deputado, Maurão de Carvalho, que teve expressivos 13.902 votos. O mesmo aconteceu com Cletho Muniz, o Brito do INCRA, com 13.356. Ambos ficaram na primeira suplência. Maurão ainda pode entrar.

AQUI E EM ALAGOAS 
Mesmo com pequena votação, considerando-se que ele já teve postos importantes na política local e nacional, Amir Lando ficou com a primeira suplência para a Câmara Federal na coligação PDT / PMDB / DEM / PRTB / PC do B. Fez apenas 8.593 votos. O homem que ele ajudou a tirar do poder, Fernando Collor de Mello, também não se elegeu em Alagoas.

ESTÁ LÁ, DE NOVO! 
O deputado federal Lindomar Garçon, reeleito, comemora muito o resultado do seu trabalho. Garçon, que na primeira vez que chegou à Câmara Federal foi uma das surpresas das urnas, desta vez repetiu sua performance. O eleitorado lhe deu mais um mandato para continuar seu trabalho pelas comunidades que representa.

FENÔMENO? 
Marina Silva, a Rainha das ONGs, está sendo endeusada pelos mais de 20 milhões de votos que recebeu na disputa pela Presidência. É paparicada por Dilma Rousseff e por Serra. O que ninguém disse ainda que o voto em Marina pode ter sido muito o voto de protesto, contra os dois principais candidatos. Mas isso não interessa ser dito. Então, que fique como está.

QUE NÃO SE DUVIDE 
A legislação eleitoral virou uma esculhambação tão grande, com decisões contraditórias e indecisões da Justiça, que agora apareceu a idéia maluca de trocar o vice de José Serra, chamado Índio do Brasil, pelo senador eleito de Minas, Aécio Neves. Absurdo é, mas do jeito que a lei está sendo desrespeitada, não se pode duvidar mais de nada.

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