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Funcionários de usina esperam voltar para casa


Cerca de 50 trabalhadores da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, aguardam voltar para suas casas após uma manifestação que começou na última terça-feira (15) e chegou a deixar 12 mil desalojados em Porto Velho. Eles estão na casa de show Nautilus. Segundo a Camargo Corrêa, empresa responsável pelas obras, alguns serão levados de ônibus e outros de avião, de acordo com a distância do local onde residem.

A maior parte dos 8.000 funcionários que ainda estavam desabrigados no final de semana já voltaram para casa. Foram fretados 12 voos para o embarque de 2.000 funcionários e mais de 300 ônibus que passaram pelos quatro centros de triagem instalados na capital Porto Velho.

Em nota, a Camargo Côrrea também ressaltou que as condições de trabalho em Jirau “são as melhores disponíveis no país”, pois possuem ar-condicionado e refeitório com funcionamento 24 horas, entre outros equipamentos.

As manifestações que acontecem desde o início da semana deixaram carros e alojamentos queimados. Na manhã de sexta-feira (18), os alojamentos da empresa Enesa Engenharia S.A, que atua no canteiro de obras da hidrelétrica de Jirau, foram novamente atacados. Funcionários da empresa receberam uma ameaça de que o alojamento seria incendiado se eles voltassem a trabalhar.

Cerca de 7.000 homens da hidrelétrica foram alojados em quatro estabelecimentos privados, que foram alugados pela construtora Camargo Corrêa, segundo Renato Penteado, diretor da empresa. Originalmente, as 46 turbinas de Jirau estavam previstas para iniciar operação até maio de 2014.

Os incidentes registrados no canteiro de obras da usina devem comprometer o cronograma de construção da hidrelétrica. O presidente da Energia Sustentável do Brasil, Victor Paranhos, revelou que a concessionária irá rever o cronograma de implementação da Casa de Força nº 1 do projeto.

- Estamos avaliando como manter o cronograma da usina e voltar ao ritmo de obras verificado antes do tumulto.

As dificuldades no cronograma estão relacionadas aos problemas de mão de obra. O executivo explicou que a concessionária não dispõe de estrutura física para abrigar todos os 18.000 funcionários do empreendimento e que a capacidade de alojamento foi reduzida para cerca de 8 mil pessoas por causa dos protestos.
Fonte: r7.com

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