Inter diz ter recebido apoio de 18 clubes e irá à CBF por VAR, mas mostra pessimismo sobre pedido




O Inter levará adiante o seu pedido para ter o VAR nas últimas rodadas do Brasileirão. O presidente Marcelo Medeiros tem uma reunião marcada para esta terça-feira na sede da CBF, no Rio de Janeiro, para apresentar formalmente o pedido pelo uso do recurso de vídeo à entidade. O clube gaúcho diz ter recebido o apoio de outros 18 clubes da Série A e que apenas o Vasco foi contrário. O clube carioca, por sua vez, nega ter sido o único a não apoiar a iniciativa.


O Inter aguarda apenas a manifestação oficial das outras diretorias, com as assinaturas dos presidentes em documentos formais. Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Grêmio, América-MG e Cruzeiro já confirmaram ao GloboEsporte.com que assinaram.


Por outro lado, conforme apurado pelo GloboEsporte.com, há pessimismo entre os dirigentes do Inter sobre o efeito do pleito na CBF, para sensibilizar a entidade a adotar o VAR nas últimas rodadas. O clube espera que a pressão e a união dos clubes resulte, ao menos, na adoção do recurso a partir de 2019.


– Se a CBF não quiser, talvez ela entenda que não tenham se preparado para implantar o VAR, aí não podemos fazer nada. Esperamos que no ano que vem exista a ferramenta para minimizar os erros. Quanto a pagar ou não, você não sabe o quanto pagamos de taxas às federações. É uma absurdo o que pagamos em taxas. E não sabemos para onde vão. Não vejo problema se tiver que ajudar e pagar mais algo. Um a mais, um a menos, não fará diferença. Mas as federações poderiam colocar a mão no bolso e ajudar o futebol – disse o vice de futebol Roberto Melo.

Vasco não quer arcar com custos




Clubes brasileiros se mobilizam pelo VAR — Foto: Daniel Teixeira/Agência Estado
O Vasco, por sua vez, nega ter sido o único a não apoiar a iniciativa. Como argumento, diz que não quer arcar com os custos do VAR.– O Vasco é a favor de tudo que venha para tornar o futebol mais justo e melhorar a experiência para os torcedores, mas, por princípio, reafirma sua posição de que os clubes não devam arcar com os custos do VAR. Além disso, os critérios técnicos sobre sua utilização também não estão claros. A implementação do VAR de forma abrupta resultou em notórios problemas na Copa do Brasil e na Taça Libertadores, gerando mais controvérsias do que propriamente solucionando as dúvidas da arbitragem em lances capitais de partidas decisivas. O VAR tem que sair a partir de discussão e um consenso entre todos os clubes, e não a partir de uma choradeira seletiva – diz o Vasco, por meio de nota oficial.
Em entrevista recente, o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Coronel Marcos Marinho, afirmou que o recurso não será utilizado.Internamente, a entidade trata como "zero" a chance de adotar a tecnologia ainda em 2019.


O pedido por VAR ganhou força no Inter a partir do empate em 2 a 2 com o Santos, no Beira-Rio, numa partida repleta de polêmicas. Os colorados reclamaram da demora de Ricardo Marques Ribeiro, que levou cinco minutos entre conversas com seus assistentes para assinalar impedimento e anular gol de Leandro Damião quando o jogo estava empatado em 1 a 1. A ira colorada ficou ainda maior após o 1 a 1 com o Vasco, em que a arbitragem assinalou pênalti polêmico em Kelvin, convertido por Maxi López. Contra o Atlético-PR, nova polêmica, desta vez a favor do Inter, em pênalti assinalado sobre Rossi, já no final do jogo.

Fonte: GE