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13/02/2019

Aparato de 'guerra' é montado em frente a presídio federal de RO após decreto de Bolsonaro



Um forte esquema de segurança, com o apoio do Exército, foi montado nesta quarta-feira (13) próximo ao Presídio Federal de Porto Velho na BR-364, sentido Rio Branco (AC). O aparato de segurança do Exército começou após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) decretar reforço na ordem pública por causa da transferência de presos de São Paulo para Rondônia.

Após o decreto de Bolsonaro, os militares chegaram a montar barreiras a quilômetros antes do local nos dois sentidos da via. Todo motorista que passava pela região era informado sobre o monitoramento e recebia instruções do Exército.
Somente os militares poderiam estar dentro do perímetro de segurança montado em Porto Velho. Veículos de imprensa conseguiram registrar o movimento próximo ao presídio, mas, a pedido do Sistema Penitenciário Federal, tiveram que se retirar horas antes da chegada do comboio que trazia os novos detentos.


Fachada do Presídio Federal de Porto Velho. — Foto: Pedro Bentes/G1


Durante a montagem do esquema, militares se espalharam ao longo da rodovia, nas matas que circundam a unidade prisional e até na caixa d´água para monitorar do alto qualquer movimentação suspeita.


A presença de militares armados foi constante, assim como o movimento de veículos do Exército e do Sistema Penitenciário Federal dentro e fora do presídio.


Barricada, caminhões, e soldados armados podem ser vistos por toda a região no entorno do presídio. O reforço da segurança vai seguir até 27 de fevereiro.



Exército prestou apoio antes da chegada dos novos detentos ao Presídio Federal de Porto Velho. — Foto: Pedro Bentes/G1




Chegada de presos




No fim da tarde desta quarta-feira os presos transferidos de SP chegaram a Porto Velho, no aeroporto governador Jorge Teixeira. A região do aeroporto também recebeu um forte esquema de segurança e os motoristas foram revistados.


Militares se concentram antes da transferências dos novos detentos ao Presídio Federal de Porto Velho. — Foto: Pedro Bentes/G1


O Ministério da Justiça ainda não informou quantos integrantes de facções ficarão na penitenciária federal de Porto Velho. Também não foi divulgado se o chefe do grupo criminoso, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, vai ficar na unidade em Porto Velho ou em Mossoró (RN).


Exército chega para a montagem do esquema de segurança no Presídio Federal de Porto Velho. — Foto: Pedro Bentes/G1





Plano de fuga frustrado




A transferência de presos para Rondônia ocorreu após autoridades de São Paulo descobrirem um esquema de fuga em presídios paulistas.


Os presos transferidos estavam na Penitenciária 2, em Presidente Venceslau, e em Presidente Bernardes, no interior de São Paulo.


O plano de fuga em SP previa o uso de:



helicópteros e aviões;
lança foguetes, granadas e explosivos de alto poder de destruição;
grupos formados por "grande número de homens" treinados em fazendas na Bolívia, "originários de várias nacionalidades", incluindo soldados "com expertise no manuseio de armamento pesado e explosivos";
veículos blindados, como SUVs e caminhonetes;
fuzis calibre .50.






Qual a capacidade da penitenciária em Porto Velho?




A penitenciária federal tem capacidade para 208 presos em celas individuais, divididas em quatro alas. O presídio tem 12,7 mil metros quadrados de área.


Exército monta esquema de segurança para a chegada dos novos detentos ao Presídio Federal de Porto Velho. — Foto: Pedro Bentes/G1


As celas têm aproximadamente 7m², com cama, mesinha, banco e prateleiras, lavatório e vaso sanitário feitos de concreto. Já as destinadas aos detentos do RDD têm o dobro do tamanho por causa do solário, espaço onde o preso tomará banho de sol sem sair da cela.


Durante esquema de segurança, membros do Exército ocuparam arredores do Presídio Federal de Porto Velho. — Foto: Pedro Bentes/G1



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