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26/06/2019

Deputados voltam a bater forte na Energisa: cortes de energia e contas exageradas são alvos de protestos

As medidas que têm sido tomadas pela Energisa (que comprou a Ceron), principalmente na questão dos cortes de energia e em relação a algumas contas, que deram um grande salto, continuam repercutindo no Estado. E a Assembleia Legislativa prometeu entrar com tudo no assunto, As denúncias começaram quando o deputado Ismael Crispim, do PSB, protestou contra o descumprimento de lei estadual que proíbe o corte de luz em finais de semana. O parlamentar contou, na tribuna, que inúmeros cortes foram feitos fora dos padrões determinados pela lei. Nessa semana, o pau voltou a cantar para os lados da empresa. Crispim voltou com novas denúncias, dessa vez acrescentando que alguns valores estão sendo cobrados de forma a assustar o consumidor. Apresentou, como exemplo,  o caso de um comerciante de São Miguel do Guaporé, que num mês pagou menos de 5 mil reais de energia; no mês seguinte 11.600 reais e no terceiro mês 7.330, sem que tivesse acrescido qualquer novo equipamento que aumentasse o consumo. O empresário pagou duas das contas e tentou renegociar a maior, mas no meio do caminho, sua energia foi cortada e ele teve enorme prejuízo. Outros deputados entraram na história. Lebrão (MDB), representante da região onde o caso aconteceu, apoiou Crispim e sugeriu que seja criada uma Frente Parlamentar, através de uma Comissão, para investigar o assunto e avaliar possíveis irregularidades cometidas.  Adailton Fúria (PSD) pediu que a Mesa Diretora faça a instauração da Frente Parlamentar para discutir questões sobre a energia, criada em março deste ano. Segundo ele, essa Frente debateria também sobre as questões ambientais das usinas em Rondônia. Igualmente se manifestou sobre os cortes de energia e disse que os contratos não podem ultrapassar as leis do Estado. Contra isso, “a empresa tem que responder”. Já Adelino Follador (DEM) disse que quer fazer parte da Frente Parlamentar, para atuar de perto nas fiscalizações. “A Energisa quer arrecadar a qualquer custo, pois está trazendo empresas, funcionários e até carros de fora do Estado para prestar serviços aqui”, ressaltou.
A verdade é que há uma insatisfação com a atuação da nova empresa.  Há protestos de comerciantes e industriais, além de consumidores comuns, com algumas correções que foram feitas nas suas contas e que teriam extrapolado qualquer previsão de aumento de consumo. As críticas também são duras em relação a cortes de energia nos finais de semanas e feriados, o que impossibilitaria o prejudicado em tentar pagar sua conta de imediato, para ter a energia de volta. O presidente da Assembleia, deputado Laerte Gomes, disse na sessão em que os protestos dos seus colegas se elevaram, que  tomará as providências necessárias sobre possíveis investigações. Houve até quem falou, embora não oficialmente, na criação de uma CPI. Mas isso, é claro, o assunto não passou de ilação, ao menos por enquanto.

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