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21/07/2019

Negócios com a Bolívia: Evo Morales pede apoio de Bolsonaro para aduana e portos em Rondônia

Em entrevista, ainda na Argentina, durante encontro do Mercosul, Rondônia entrou na pauta do presidente Jair Bolsonaro. Depois de elogiar muito o presidente Evo Morales, ele citou problemas na nossa fronteira com a Bolívia e lembrou um pedido de Morales, para que o governo brasileiro ajude a resolver a questão. Na sua fala, Bolsonaro falou no “Governador de Rondônia, que é nosso amigo”, referindo-se à possibilidade de apoio também do Estado na questão, embora os problemas maiores – relacionados com a instalação de portos e aduanas – seja exclusivamente da alçada federal. Na sexta, não por coincidência, um grande encontro, no Hotel Golden Plaza, reuniu empresários, representantes do governo do Estado e o deputado federal Coronel Chrisóstomo, que recebeu a missão de conseguir, aos rondonienses, uma audiência com o Presidente da República. Na pauta, o assunto de grande interesse de Evo Morales, dos bolivianos e dos brasileiros que querem manter relações comerciais entre os dois países: a criação de portos em Guajará Mirim e Costa Marques, com presença da Receita Federal e do Ministério da Agricultura, para apressar a liberação dos produtos de um lado para o outro.  O que todos envolvidos nas negociações entre os rondonienses e os bolivianos não querem, é que continue ocorrendo o que se registrou há algumas semanas: uma enorme carga de ureia, vital para a produção e para o gado, ficou 60 dias parada no lado de lá da fronteira, por causa da burocracia e da ausência de portos para liberarem as cargas. É sempre bom lembrar que a ureia, também um poderoso fertilizante. chega da Bolívia a menos de 250 dólares a tonelada, quando a que compramos, que vem da Rússia e do Oriente Média, custa pelo menos o dobro.
Já houve grandes avanços nos negócios entre Rondônia e a Bolívia, mas a maioria partiu da iniciativa privada. Um dos maiores empresário de Rondônia, que tem feito investimentos pesados, incluindo compra de grandes áreas para plantação de milho e soja no lado boliviano e que investiu pesado em duas balsas gigantescas para levar e trazer produtos, disse que a audiência com Bolsonaro pode resolver a questão dos portos e da aduana. César Cassol destaca que a participação da bancada federal no projeto é de grande importância. Na Secretaria de Finanças do Estado, o destaque é para a internacionalização do aeroporto Jorge Teixeira, que será vital no contexto da expansão dos negócios com a Bolívia, além de outros países vizinhos. Segundo uma fonte do governo estadual, o projeto do aeroporto está andando com rapidez e deve ser concluído ainda esse ano. O Jorge Teixeira terá aduana e a presença da Polícia Federal.  Evo Morales anda entusiasmado com os grandes negócios que estão sendo feitos entre os dois países. Falta agora, é claro, que se supere a infernal burocracia brasileira; que o presidente Bolsonaro receba a comitiva que vai lhe apresentar reivindicações. E, por fim, que cumpra seu compromisso de atender os pleitos do seu colega boliviano.
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